Eleitor não sabe para o que vota

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Apesar dos gastos milionários em publicidade das campanhas nestas eleições, o eleitor parece desconhecer o mais básico sobre os candidatos: quais são as obrigações e os deveres dos cargos que eles pretendem ocupar.

Nessa semana, a reportagem de O TEMPO foi às ruas de Belo Horizonte conferir o nível de conhecimento do eleitor mineiro.

Há quem pense que vereadores serão eleitos no próximo dia 5 de outubro. Uma senhora chegou a dizer que irá escolher novos ministros. Na realidade, os cargos em disputa neste ano são os de deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente. Os vereadores foram eleitos em 2012 – e passarão por nova eleição em 2016. Já os ministros não são escolhidos a partir do voto popular. Eles são nomeados pelo presidente da República.

A confusão dos eleitores não para por aí. Poucas pessoas nas ruas souberam explicar o que faz um deputado estadual ou um senador, cargos para os quais escolherão nomes em menos de 20 dias. Alguns dos entrevistados confundiram as áreas de atuação, e disseram que os deputados estaduais são responsáveis por projetos para melhoria dos municípios, como mudar o preço das tarifas dos ônibus. Está errado. A esfera de atuação desses parlamentares é o Estado, e eles só podem mudar a tarifa do transporte público estadual se ela for estabelecida por lei – o que não é o caso de Minas.

No caso dos senadores, teve quem disse não fazer a menor ideia de qual é a função desses parlamentares (veja no quadro abaixo). Mas o mais discrepante foi quando os entrevistados tentaram dizer a quantidade de políticos que existem na Câmara de Deputados e no Senado. Os números variaram de dez a 1.100 para a primeira Casa e entre cinco e 550 para a segunda Casa. O Brasil tem 513 deputados federais e 81 senadores.

Análise. Para o coordenador do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas, Robson Sávio, as dúvidas dos entrevistados fazem parte de uma cultura que está presente em toda a sociedade brasileira. “Existe um distanciamento muito grande das pessoas em relação às questões públicas. As pessoas desconhecem tudo o que tem a ver com a política institucional e votam sem estar atentas a essa responsabilidade”, afirma.

Os recorrentes escândalos de corrupção que aparecem na imprensa também não convencem os eleitores de que é preciso mais envolvimento com a política, mas acabariam distanciando ainda mais as pessoas. “Hoje existe uma criminalização da política e um distanciamento do cidadão. Mas creio que, tão perverso quanto o político que rouba, é o cidadão que não se compromete com a qualidade dos políticos que elege. Se tem maus políticos é porque tem maus eleitores”, completa.

Aval
Congresso. Além de votarem leis e analisarem as contas do governo, os senadores têm que aprovar a escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que é feita pelo presidente.

Fonte: otempo.com.br

Matéria: LARISSA VELOSO

Foto: Nelson JR/TSE

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