Em debate no SBT, Aécio e Dilma trocam acusações sobre corrupção e nepotismo

dilma aecio sbt debate

O UOL, o SBT e a rádio Jovem Pan realizaram um debate com os candidatos à Presidência da República nesta quinta-feira (16). Foi o segundo encontro entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) na disputa ao segundo turno.

No último dia 14, na Band, Aécio e Dilma trocaram provocações, acusaram um ao outro de mentir e usaram supostos casos de corrupção. Após o debate de hoje, que contou com uma Dilma mais confiante e com um Aécio mais afiado, Dilma teve uma ligeira queda de pressão e precisou se sentar, para então retomar a conversa com uma repórter.

Pedindo mais respeito por Minas Gerais e salientando que a presidente não conheceria o Estado, Aécio Neves frisou questões relacionadas a mobilidade urbana, segurança pública, denúncias de corrupção contra o Partido dos Trabalhadores, e ao desempenho da economia, com destaque para a inflação. Tentou se defender ainda de denúncias do período em que foi governador, como de nepotismo, justificando que sua irmã fazia trabalho voluntário e apontando que o irmão da presidente, Igor Rousseff, também teria sido contratado por um governo do PT, mas que nunca teria aparecido para trabalhar. Dilma, por sua vez, salientou que gosta muito de Minas Gerais - "foi lá que eu nasci" --, pediu que Aécio não confundisse Minas Gerais com ele próprio, e tratou de apontar o andamento de projetos e de destacar cenários que influenciam a economia, como a seca que prejudica a inflação, e progressos alcançados nos últimos 12 anos de governo do PT, em questões que não teriam sido percebidas pelos governos anteriores.

Dilma, lembrou que, ao contrário do que ocorria no passado, quando governos de elite só viam as elites, seu governo olhou para todo o povo brasileiro. "Eu tenho certeza que o Brasil está mudando para melhor, os brasileiros têm alternativas que nunca tiveram antes", justificou. "Nós vivemos um momento em que a crise internacional afeta a economia, mas saímos dessa crise garantindo emprego, garantindo renda." Se reeleita, continuou, se comprometeria para garantir saúde e educação de qualidade, e para manter a trajetória de distribuição de renda.

Aécio Neves, por sua vez, alegou que quer ser presidente porque se preparou para isto, e porque o Brasil "não pode viver mais quatro anos de tamanho desgoverno", combatendo a inflação, contra uma suposto posicionamento contrário de se contentar com ela, e combater a criminalidade, ao contrário de transferir a responsabilidade para estados e municípios. Para Aécio, o Brasil está dividido de uma foram "perversa", e ele seria um presidente da integração e da generosidade, que não trata o adversário como "inimigo a ser abatido a qualquer custo", se colocando ainda como um "homem de bem", "honrado", que responderia a ofensas e ataques com um "olhar altivo".

Aécio chegou aos estúdios do SBT por volta das 17h10, de helicóptero. Dilma chegou acompanhada por Alozio Mercadante, da Casa Civil, Miguel Rossetto, da coordenação da campanha, do porta-voz Thomas Traumann e de Miriam Belchior, ministra do Planejamento.

Entre os presentes para assistir ao debate estavam Rui Falcão, presidente nacional do PT, Paulo Câmara (PSB), governador eleito de Pernambuco, Antonio Campos, irmão de Eduardo Campos, que declarou seu apoio a Aécio, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O PSDB contratou o advogado Ricardo Penteado para reforçar os ataques da campanha contra a candidata do PT.

De acordo com as regras acordadas entre as campanhas, os candidatos se posicionaram em púlpitos separados, com o mediador no púlpito central, o apresentador Carlos Nascimento. O debate durou 1 hora e 20 minutos, com três blocos de dois intervalos de quatro minutos.

Primeiro Bloco

Na abertura, os candidatos foram convidados a falar porque querem assumir o cargo de presidente da República. Aécio Neves, que não havia cumprimentado a candidata antes do início do debate, realizou então o cumprimento, e disse que, em primeiro lugar, deseja "encerrar um ciclo de governo que fracassou" na condução da economia, salientando "obras inacabadas", "denúncias a todo o momento" e uma piora de todos os indicadores sociais. Aécio, então, se eleito, viria com um "projeto de união", de "integração nacional", de combate à inflação com "extrema firmeza". "O ciclo de governo que aí está não tem mais condições de governar o Brasil", acredita.

Dilma, por sua vez, alegou que gostaria de assumir um novo mandato para poder apresentar suas propostas, que são diferentes da propostas de projeto de governo do concorrente, para empregar no lugar de desempregar, criar oportunidades e não gerar exclusão, destacando que o governo atual tirou 36 milhões de brasileiros da pobreza e que tirou o país do mapa da fome.

Os candidatos à presidência voltaram a tocar nos pontos discutidos no encontro anterior, realizado na Band na terça-feira (14). Corrupção, inflação e nepotismo dominaram o embate. Aécio abriu a rodada de perguntas, voltando à questão da Petrobras, com a denúncia sobre irregularidades em obras da Petrobras no Comperj, no valor de R$ 18 bilhões. "Não bastou Pasadena, o prejuízo de cerca de R$ 2 bilhões aos brasileiros, não bastou Abreu e Lima, orçada em R$ 4 bilhões, já se gastou mais de trinta, já com denúncia de superfaturamento para pagar propina a sua base aliada", atacou. "A senhora sempre diz que não sabe de nada e não tem menor responsabilidade sobre isso. Eu pergunto à senhora, candidata, de quem é a responsabilidade por tantos desvios de dinheiro público na Petrobras", questionou o tucano.

Dilma, então, retomou o discurso que vem empregando desde o início de sua campanha à reeleição, de que as investigações só foram possíveis porque o seu governo conferiu autonomia aos poderes, ao contrário de indicar "engavetadores" à justiça. "A Polícia Federal investigou e vai punir implacavelmente porque construiu provas, passou para o Ministério Público. E agora, candidato, a Justiça vai julgar. E isso significará que o Brasil pela primeira vez vai ter de fato o combate sistemático à corrupção."

"Onde estão os corruptos, onde os corruptos da compra de votos para a reeleição? Todos soltos. Onde estão os corruptos do metrô de São Paulo, e dos trens? Todos soltos. Onde estão os corruptos da "pasta rosa"? Todos soltos. Onde estão os corruptos do processo Sivan? Todos soltos. Onde estão os corruptos da “privataria tucana”? Aquela do limite da irresponsabilidade. Todos soltos. Quero dizer para o senhor, eu tenho um compromisso diferente. O meu compromisso é investigar e punir", completou Dilma, lembrando ainda que não se sabe a quantidade de recursos passados para as três rádios e jornal mineiro que Aécio teria, pois não houve transparência nem informação no governo do tucano.

Respondendo às acusações de que o PSDB não respondeu pelas denúncias em que se viu envolvido, Aécio alegou que ninguém foi condenado é porque não houve provas para tal. Dilma, então, rebateu, dizendo que eles não foram condenados porque eram inocentes, mas, sim, porque não foram investigados. "Vocês têm uma praxe, vocês engavetam, escondem debaixo do tapete, vocês chegaram a transferir, no caso da "pasta rosa", um delegado de um determinado lugar para outro."

Em sua vez de perguntar, Dilma falou sobre o Enem, que os tucanos teriam sido contra, assim como contra as escolas técnicas federais. Aécio, no entanto, falou sobre a questão das denúncias do PSDB, e que se ninguém foi investigado foi porque, ou a justiça não conseguiu provas suficientes, ou porque o governo de Dilma não investigou efetivamente. "Por que a senhora não fez novas denúncias? Porque não existia o que investigar. (...) e não coloque palavras na minha boca nem do meu partido", se referindo à questão do Enem, dizendo que o Pronatec teria sido uma inspiração do PEP.

"Eu quero fazer a nova escola brasileira. A senhora fala em flexibilizar o ensino médio, e por que não fizeram antes? Depois de 12 anos de governo, isso é necessário, fico feliz que a senhora concorde conosco. Eu vou fundar a nova escola brasileira, uma escola que ensine, prepare o aluno e o jovem para os desafios da vida que certamente estão por vir", prometeu o candidato do PSDB. Respondendo ao "“por que não fizeram antes?”, Dilma alegou que, se o candidato gosta tanto dos programas sociais petistas, por que, então, não os fez antes quando podia.

Aécio aproveitou ainda para indicar que Dilma foi sucedida na Casa Civil "pela sua dileta e próxima amiga e braço direito que foi ali fazer negócios, e por isso foi demitida". "Governei Minas Gerais com honradez, a senhora está desrespeitando o estado de Minas Gerais com as acusações absurdas, com as mentiras todo dia nas redes, anonimamente, candidata", completou. Dilma alegou que não houve nenhuma acusação contra a ex-ministra chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, similar a dele, de nepotismo, lembrando que Aécio empregou um irmão, um tio, três primas e três primos.

Sobre a inflação, Dilma explicou a conjuntura que que levou os preços aos patamares atuais, como o choque do preço da energia e dos alimentos, influenciados pela seca - processo temporário que seria revertido em pouco tempo. Não satisfeito, Aécio atacou dizendo que a presidente não se preocupa com a questão e que "infelizmente, a inflação voltou a atormentar a vida dos brasileiros e das brasileiras".

"Tudo isso é passageiro. O que não é passageiro, candidato? Quando o senhor não planeja, o senhor não investe e você condena uma cidade do porte de São Paulo à mais terrível falta de água. Nós sabemos, candidato, que a gestão da água afeta ao governo do Estado, então tem responsáveis, candidato", disse Dilma, que lembrou ainda que o governo tucano deixou uma herança de 11,4 milhões de desempregados, a segunda maior quantidade, atrás apenas da Índia.

"Eu não vou combater a inflação com os métodos do senhor. Que é desempregar, arrochar o salário e não investir. Vocês falam que querem fazer inflação convergir para 3%. Ora, é importante que a dona de casa que está nos escutando saiba, vou falar para ela, o que acontecerá se ela for para 3%? Nós vamos ter uma taxa de desemprego de 15%. Ele está se queixando de uma taxa de desemprego de 5%", explicou a presidente.

Quando Dilma fez sua pergunta seguinte, destacando números de concursos públicos realizados, disse que nunca nomeou parentes e que gostaria de saber se o candidato também nunca teria feito a mesma coisa. Aécio, esquecendo do tio e dos primos que teria empregado em seu governo, justificou o caso de sua irmã, que teria assumido um serviço de voluntariado.

"Agora, candidata, a senhora conhece Igor Rousseff, seu irmão foi nomeado pelo prefeito Fernando Pimentel no dia 20 de setembro de 2003, e nunca apareceu para trabalhar, candidata. Essa é a grande verdade, lamento ter que trazer esse tema aqui, a diferença entre nós é que a minha irmã trabalha muito e não recebe nada, o seu irmão recebe e não trabalha nada, infelizmente agora nós sabemos por que a senhora disse que não nomeou parentes no seu governo. A senhora pediu que os seus aliados o fizessem", atacou Aécio.

Em resposta, Dilma alegou que tanto a irmã de Aécio quanto o seu irmão deveriam ser regidos pela mesma lei, e lembrou que o candidato deveria dar conta de todos os seus parentes, e não apenas de sua irmã, que era responsável pela destinação das verbas em todas as questões relativas a propaganda do governo de Minas. Em sua defesa, Aécio disse que atendou a todas as empresas de mídia do estado. "Pare de ofender Minas Gerais, candidata", pediu Aécio.

Segundo Bloco

A segunda parte do debate da Band teve embates sobre segurança, sobre processos ligados à corrupção e sobre os programas de mobilidade urbana. Atacada novamente sobre as verbas que seriam desviadas pelo seu partido, Dilma, comentou que Minas Gerais teria sido o maior engavetador de processos judiciais -- "Vocês não deixavam nada ser investigado" --, e que não teria levado nenhum processo contra o governo tucano à frente, ao contrário do que acontece no governo de Dilma relacionado aos seus aliados.

"Candidato, há pouco saiu no UOL, que hoje nos recepciona nesse debate, o seguinte: que o ex-diretor da Petrobras afirmou ao Ministério Público Federal que o presidente do PSDB, ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, recebeu propina para esvaziar uma CPI da Petrobras. Veja o senhor que é muito fácil o senhor ficar fazendo denúncias. Por isso é que eu digo que o que importa, candidato, quando a gente verifica que o PSDB recebeu propina para esvaziar uma CPI, o que importa, candidato? Importa investigar", disse a presidente.

Aécio comentou, em resposta, que em 12 anos "os cofres da Petrobras foram assaltados" e destacou que João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, teria sido impedido nesta semana de ir à CPI para depor. "Vou lhe dizer mais, candidata, ele ainda é o tesoureiro do seu partido e é responsável por transferir recursos para a sua campanha. Terá sido por isso que ele não foi afastado? Porque pelo menos R$ 4 milhões foram transferidos, com a assinatura do senhor Vaccari nessa campanha eleitoral para sua conta de campanha. De onde veio esse recurso, candidata? Vamos investigar logo."

Dilma não fugiu em sua réplica: " Agora, fica claro, candidato, uma coisa, o senhor gosta muito de culpar todos. Agora, quando chega no ex-presidente do seu partido, o senhor sai e diz que tem de investigar o PT. Não senhor, nós temos de investigar, doa a quem doer, todos. Nós temos de investigar todos os envolvidos, candidato. Não é desta forma que este país vai modificar sua relação com os delitos e os crimes. É investigando todos, candidato, implacavelmente, e não como vocês faziam. Quando um delegado chegava perto de uma investigação, ele era despachado para outra cidade. Quando o engavetador via um processo complicado, ele engavetava."

Aécio atacou a política implementada na questão da segurança das fronteiras do país, dizendo que o governo faria vista grossa com os países vizinhos que produzem drogas, e Dilma apontou os R$ 17 bilhões investidos pelo governo federal nos últimos quatro anos, em um esforço articulado entre as polícias e forças do estado. O candidato também apontou que, por dia, 24 jovens morrem." Infelizmente alguns dos programas iniciados pelo seu governo, como, por exemplo, o 'Crack, é possível vencer', depois de quatro anos, nem 40% das metas foram alcançadas."

Dilma, por sua vez, respondeu que seu governo foi o primeiro a investir na questão do combate às drogas e citou que o seu governo se ampara em uma política baseada em prevenir, garantir que os jovens tenham defesa e em combater a violência. "Então fracassou, candidata, porque 56 mil pessoas estão morrendo assassinadas a cada ano no Brasil", disse Aécio, que apontou que o orçamento do Ministério da Justiça, do Fundo Nacional de Segurança e do Fundo Penitenciário não foram executados nem na sua metade e, do Fundo Penitenciário, um pouco mais de 20%, e do Fundo Nacional de Segurança, cerca de 40%.

"Aonde é que estão as políticas de controle das nossas fronteiras, candidata? A Polícia Federal tem o menor orçamento de investimento dos últimos cinco anos. A Polícia Rodoviária Federal que nós temos que fortalecer também está sucateada. As Forças Armadas não têm tido atenção do seu governo. A senhora prometeu há quatro anos atrás quatro veículos aéreos não tripulados, apenas dois foram colocados em funcionamento, candidata", atacou o tucano.

Dizendo que Aécio está mal informado, candidato, Dima destacou que as Forças Armadas participaram ativamente, impedindo e garantindo um nível de repressão nas fronteiras, operações sentinela e das Forças Armadas conjugadas com a Polícia Federal. Destacou ainda que, apesar da segurança pública ser uma questão do estados, pretende mudar isso em um próximo governo.

Aécio, então, aproveitou para se colocar como o candidato que lideraria pessoalmente uma política nacional de segurança, que começaria com a proibição do contingenciamento dos recursos, e falou de um projeto que tramita desde 2011 no Congresso Nacional, que garante que aquilo que é aprovado no orçamento para a Segurança Pública seja efetivamente gasto em parcerias com os estados, transferidos mensalmente. "Se a senhora está satisfeita como parece estar com o controle das nossas fronteiras, eu não estou, eu serei o condutor da política nacional de Segurança Pública".

Dilma tratou de lembrar ao candidato da experiência comum dos doze estados da Federação, para além de divergências políticas, para criar um aparato de combate ao crime organizado, de combate às drogas, e de combate à violência. "Isso passa necessariamente por essa relação integrada, candidato, entre as Forças Armadas e as Polícias", ressaltou a candidata petista, depois de indicar que Aécio estaria usando números incorretos.

Sobre mobilidade urbana, Aécio destacou que apenas uma de cada 10 obras anunciadas por Dilma Rousseff saíram do papel e que ele, que estaria viajando o Brasil inteiro, não estaria vendo onde estão essas obras. Dilma Rousseff, então, atacou dizendo que o tucano parece estar desinformado, já que obras, feitas em parceria com governos estaduais e municipais, estão caminhando e não paradas.

"Eu acredito que você de fato não tenha muito conhecimento, porque você não sabe onde está o metrô, e o metrô está sendo formatado pelo aliado seu, o prefeito. Nós demos dinheiro para o prefeito, o prefeito montou e está construindo o metrô que inclusive vai chegar até a Savassi, nós queremos que ele chegue até o Morro do Papagaio. (...) Nós estamos fazendo, candidato, 9 metrôs no Brasil. É a primeira vez que se faz issoNós estamos gastando R$ 143 bilhões. Tem 189, candidato, BRTs e corredores de ônibus sendo construídos. Tem 13 VLTs no Brasil inteiro, nós temos um conjunto de obras de mobilidade urbana extremamente significativo", alegou a presidente.

Terceiro Bloco

No terceiro bloco, enquanto o debate ia ficando mais intenso, assim como a reação da platéia, o apresentador Carlos Nascimento interrompeu o processo de perguntas e respostas para pedir aos presentes no estúdio que se comportassem melhor, em respeito aos candidatos e também aos telespectadores. "Não estamos em um programa de auditório", lembrou o apresentador.

Na abertura, a primeira pergunta ficou com Dilma Rousseff, que, lembrando que 40 mil pessoas morrem e outras centenas de pessoas sofrem consequências por acidentes de trânsito, muitos devido a casos de motoristas embriagados ou drogados, ressaltou que sancionou a Lei Seca em 2012, e perguntou a opinião do candidato, que em 2011, se recusou a fazer o teste do bafômetro e apresentou uma carteira de habilitação vencida em uma blitz da Operação, em uma madrugada de domingo.

"Candidata, tenha coragem de fazer a pergunta direto. É claro que essa é uma iniciativa extraordinária. Não é sua. O Congresso Nacional, candidata, implementado em todos os governos. (...) Eu tive um episódio sim, e reconheci, candidata, eu tenho uma capacidade que a senhora não tem. Eu tive um episódio que parei numa Lei Seca porque minha carteira estava vencida e ali naquele momento inadvertidamente não fiz o exame e me desculpei disso", alegou, questionando a candidata porque ela não tratava de questões sobre como por que nomeou um tesoureiro de seu partido para a Itaipu binacional.

Dilma então, dizendo que a Lei Seca não deixa de ser um assunto importante apenas porque o candidato teve um episódio pessoal com a operação, disse em sua réplica: "Acredito, candidato, que ninguém pode sem sofrer as consequências, dirigir nem drogado nem bêbado. Eu, candidato, não dirijo sob álcool e droga. E isso é uma questão que não afeta só a mim, afeta a todos os brasileiros. Agora, acredito, candidato, que a Lei Seca trouxe um bem para o país. Trouxe um bem para os nossos jovens e para os nossos adolescentes".

Não satisfeito, Aécio continuou a criticar a candidata petista, por "mentir e insinuar ofensas", como quando teria publicado um vídeo dizendo que ele teria votado contra o salário mínimo de R$ 545 reais, e cortado o vídeo na sequência, quando mostrava que foi a favor do salário mínimo de R$ 600 reais, e ainda que teria dito no Twitter que Minas Gerais teve a menor redução da taxa de mortalidade infantil do Brasil, o que seria uma mentira, já que o estado teria sido "o estado que mais reduziu a mortalidade entre todos os estados do Sudeste, do Sul, e do Centro-Oeste".

"Candidato, acho aqui, quem mente é o senhor", rebatou a petista. "A verdade, candidato, é que somado, subtraído e dividido, o governo do senhor deixou de investir R$ 7,8 milhões na Saúde, e R$ 8 bilhões na Educação. O senhor diz que não é assim. Mas esse, candidato, é um cálculo claro e bem feito sobre o Governo do Estado de Minas Gerais. O senhor se furta a responder isso. (...) Como é que o senhor acha que o senhor pode sentar aqui, e numa questão tão delicada como a Saúde e a Educação no Brasil, o senhor se furtar a explicar por que o senhor teve de assinar um Termo de Ajustamento de Gestão, e de repente, o site do Tribunal de Contas do Estado saiu do ar", disse Dilma, provocando em Aécio um discurso de defesa da honra de Minas Gerais.

Depois de ressaltar que Aécio não é Minas Gerais e que Minas não se confunde com o tucano, Dilma voltou a tocar na questão do aeroporto de Cláudio, já que o país estaria ampliando esses investimentos em aeroportos, e em portos. "O governo de Minas tem de revelar uma informação que é como é que o aeroporto de Cláudio, que era um aeroporto pequeno, numa cidade de 25 mil habitantes, foi construído e foi construído dentro da fazenda do seu tio, ao mesmo tempo que lá em Montezuma outro aeroporto nas mesmas condições foi construído."

"É muito triste ver uma presidente da República mentindo", iniciou Aécio em resposta. De acordo com o tucano, Dilma estaria "cansada de saber" que o espaço foi construído numa área desapropriada pelo estado para beneficiar uma região que cresce economicamente, e questionou onde estariam os 800 aeroportos regionais que a presidente teria prometido construir. Alegou ainda que todas as suas obras em Minas Gerais tiveram aprovação do Tribunal de Contas e do Ministério Público, voltando a salientar que é um candidato com uma vida pública honrada e respeitada. "Vamos deixar os mineiros em paz, candidata", pediu novamente.

Para Dilma, no entanto, Aécio deve, sim, explicações sobre o caso do aeroporto de Cláudio, e também sobre o caso de Montezuma. "Candidato, uma das coisas mais importantes no país é que nós não podemos mais tolerar o uso de bens públicos para beneficiar 'A', 'B' ou 'C', privadamente. Esta é uma questão, candidato, que nenhum candidato a Presidente da República pode se furtar a responder". "O senhor querendo ou não tergiversar sobre esse assunto é errado. Não se faz isso, candidato. Isso é feio", disse a candidata.

Fonte: www.jb.com.br

Foto:

castro engenharia  stratus2

 

 

propaganda5 propaganda6 propaganda7

        

 

 

 

propagandatipo2-1    propaganda8    

 

 

Pessoas Online

Temos 53 visitantes e Nenhum membro online

Entrar

Rádio Candeias FM by Joomlashine